O meu Menu.

Quando era criança achava que a comida não gostava de mim. Ela olhava-me de soslaio, desafiadora, e eu procurava ignorá-la ao máximo. Passava horas intermináveis na mesa numa demorada contenda – empurra o arroz prá direita, empurra a carne prá esquerda – e parecia que não havia maneira do almoço ou jantar desaparecerem. Tantas vezes desejei que no prato se abrisse um buraco que engolisse aquele feijão miúdo que não parava de se multiplicar. Como é óbvio, esta é uma maneira fabulada de dizer que eu era uma valente preguiçosa (felizmente, hoje, já me deixei dessas tolices).
Há dias descobri o trabalho do estúdio espanhol Chichinabo Inc e, sem perceber, vi-me transportada até essa altura. Na minha cabeça formou-se uma pergunta óbvia: por que é que “no meu tempo” não havia nada disto?! A hora da refeição teria tido muito mais piada! Fixar o olhar nestas ilustrações é, acima de tudo, mergulhar num imaginário de histórias honestas e sem artifícios. Estou certa que estes pratos teriam evitado muitos ralhetes (já que eu ia fazer de tudo para lhes ver o fundo) e tornariam a hora das refeições o meu momento preferido do dia.
If only… ;).

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