(C)alma

Numa viagem recente a uma cidade espanhola voltei a observar como a pintura mural diz muito da história de uma sociedade. Anos antes, em Belfast, a minha interacção com os murais da cidade ainda foi emocionalmente mais intensa… os significados daqueles traços estão carregados de dor e de glória, de ganhos e perdas, de vida e de morte.
É inegável que a simbologia desta arte popular nos liga aos instintos mais básicos mas também ao carácter mais político de que somos feitos, à dualidade entre o manifesto e a tela em céu aberto que merece apenas ser contemplada.
Stephan Doitschinoff fez da cidade de Lençóis, no interior da Baía, Brasil, a sua tela maior. Durante três anos desenhou nas paredes exteriores das casas representações que mergulham no sagrado e no profano. Um trabalho que nos lembra constantemente a brevidade da nossa passagem por este lugar chamado Terra.
Ao promovermos a contemplação da morte poderemos, enfim, celebrar a vida.

O projecto da cidade de Lençóis ficou retratado no livro Calma – The Art of Stephan Doitschinoff e no documentário Temporal. Aqui fica uma parte.

 

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